"A verdade é que não havia mais ninguém em volta. Meses depois, não no começo, um deles diria que a repartição era como "um deserto de almas" (...) E perdidos no meio daquilo que Raul (ou teria sido Saul?) chamaria, meses depois, exatamente de "um deserto de almas", para não sentirem tanto frio, tanta sede, ou simplesmente por serem humanos, sem querer justificá-los — ou, ao contrário, justificando-os plena e profundamente, enfim: que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Tão lentamente que mal perceberam" Caio Fernando Abreu, em Aqueles Dois.
Aperitivo da peça que, olhem que beleza, meus crianças, está na programação do Cena Contemporânea (êêê):
Aqueles Dois / Luna Lunera (Teatro Garagem)
- Quarta (9 de setembro) e Quinta: 19h
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